quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Saúde lança programa de atendimento médico domiciliar pelo SUS

Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que não precisarem de internação hospitalar poderão ser atendidos em casa, com médicos e equipamentos públicos, em um novo programa do Ministério da Saúde, anunciado nesta terça-feira (8). O “Melhor em Casa” foi apresentado no final da manhã em evento que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff.
Segundo o ministro da Saúde Alexandre Padilha, os pacientes do programa receberão um leito hospitalar e equipamentos médicos para serem usados em casa. Quando esses equipamentos precisarem de energia elétrica, a residência terá isenção total na tarifa de eletricidade necessária para eles, segundo o ministro.
A ideia é ter nacionalmente um grande programa de atenção domiciliar”, disse o ministro.
O projeto é voltado, por exemplo, para pacientes em pós-operatório, que podem receber os cuidados médicos em casa.
O financiamento das equipes que vão atender nas casas será feito integralmente pelo Ministério da Saúde. Até agora, 110 grupos de atendimento auxiliar já estão habilitados, segundo Padilha. As equipes estarão cadastradas no Ministério da Saúde para que sejam monitoradas as atividades e a carga horária dos profissionais envolvidos.
SOS  Emergências
O governo também lançou outro programa, o “SOS Emergências”, para a gestão hospitalar no atendimento a emergências em todo o país.
O investimento deverá ser de até R$ 3,6 milhões no projeto. “Nós vamos continuar planejando as ações, mas nós queremos entrar em campo para apoiar quem quer fazer mudanças”, afirmou Padilha. “Nós estamos escolhendo as maiores emergências do país, o espaço mais crítico do atendimento.”
O ministro citou a participação de instituições filantrópicas de excelência, que devem servir ao SUS, na capacitação das equipes em todo o país. “Trata-se do mapeamento das maiores emergências do país”, explica o ministro.
Entre o objetivos do projeto estão o acolhimento e a classificação de risco adequada dos pacientes que chegam aos centros médicos em estado de emergência, além da gestão de leitos e do fluxo de internações. Até 2014, todos os maiores pronto-socorros do país deverão ser inseridos no programa.
Tanto o programa Melhor em Casa como o SOS Emergências serão integrados a redes de atenção básica e de urgências já existentes no Brasil como o Saúde Toda Hora e Saúde Mais Perto de Você.
O ministro Padilha relembrou os feitos do programa Farmácia Popular. Segundo o ministro, o acesso de hipertensos a remédios contra a doença aumentou em até três vezes no país. Hoje, 70% dos municípios do programa Brasil sem Miséria já contam com o programa.

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